O IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) registrou alta de 1,05% em novembro, contra 0,75% um mês antes, refletindo a alta ocorrida nos preços dos produtos agrícolas, informou nesta quarta-feira a FGV (Fundação Getúlio Vargas).
A metodologia aplicada na apuração do IGP-DI é a mesma do IGP-10 e do IGP-M (usados no reajuste, por exemplo, de contratos de aluguel), também apurados pela FGV, com a única diferença de ter um período de coleta diferente --entre o dia 11 de um mês e o dia 10 do mês seguinte. O IGP-DI tradicional abrange o mês fechado e o IGP-M é apurado entre os dias 21 de um mês e 20 do seguinte. Para o IGP-M são feitas três apurações mensais --duas prévias e uma de fechamento do índice. Para os outros dois é feita apenas uma apuração mensal.
O indicador referente aos preços agrícolas registrou alta de 4,32% no mês passado, contra 2,73% em outubro, com destaque para milho (2,69% para 14,85%), bovinos (1,73% para 10,45%) e laranja (15,64% para 26,05%). Em baixa ficaram os preços de leite in natura (-2,76% para -9,66%), tomate (-5,30% para -33,80%) e aves (-0,75% para -2,74%).
O índice de Matérias-Primas Brutas passou de 1,94% em outubro, para 3,53% em novembro. O IPA (Índice de Preços por Atacado) subiu 1,45%, contra 1,02% um mês antes. O índice relativo a Bens Finais subiu 1,56%, contra 0,86% em outubro, com destaque para o subgrupo combustíveis --que passou de deflação de 0,10% em outubro para 2,82% em novembro. Excluídos alimentos in natura e combustíveis, a alta foi de 0,77%, contra 0,24% um mês antes.
O índice do grupo Bens Intermediários caiu para 0,18% em novembro, contra 0,60% em outubro, com destaque para o subgrupo materiais e componentes para a manufatura, que caiu de 0,60% para deflação de 0,10%. Excluídos combustíveis e lubrificantes para a produção, houve deflação de -0,04%.
O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) subiu 0,27%, contra 0,13% em outubro, com destaque para o grupo Alimentação (0,25% para 0,60%). As maiores altas nesse grupo foram as de carnes bovinas (1,72% para 5,81%), laticínios (-6,03% para -3,59%) e arroz e feijão (4,51% para 6,55%).
Também subiram Transportes (-0,19% para 0,29%), Habitação (-0,05% para 0,00%) e Despesas Diversas (0,04% para 0,08%), com destaque para álcool combustível (-1,22% para 4,51%), tarifa de eletricidade residencial (-1,80% para -0,76%) e cigarro (0,00% para 0,91%).
Tiveram redução os grupos Vestuário (1,30% para 0,99%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,25% para 0,06%) e Educação, Leitura e Recreação (0,13% para 0,09%), com destaque para calçados (2,17% para 1,37%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,21% para -0,66%) e revistas em geral (0,04% para -0,25%). O núcleo do IPC subiu 0,25%, em novembro, 0,01 ponto percentual acima do resultado de outubro (0,24%).
O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) subiu 0,36% no mês passado, abaixo 0,51% em outubro. Apenas o grupo Materiais teve sua taxa de variação reduzida --de 0,94% para 0,50%. A taxa do grupo Serviços avançou de 0,49% para 0,89%. O indicador de Mão-de-Obra também teve alta --de 0,11% para 0,14%. A aceleração refletiu o reajuste salarial ocorrido na cidade de Recife.
O IGP-DI de novembro foi calculado com base nos preços coletados entre os dias 1º e 30 do mês de referência.

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