Discursos caracterizados pelo tom político partidário e o esvaziamento do debate - tanto quantitativa, quanto qualitativamente - marcaram a audiência desta terça-feira, 13, sobre o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU), no Centro Cultural da Câmara. A sessão tinha dois temas - Geração de Emprego e Renda e Prestação de Serviços - mas, não raro, as intervenções se encaminhavam para outros aspectos do projeto e os questionamentos, pertinentes ou não, ficavam sem respostas concretas.Além do baixo número de cidadãos participantes - às 10 horas, apenas 27 assinaturas constavam na lista de presença -, foram sentidas as ausências de representações do empresariado e sindicatos de trabalhadores que poderiam dar consistência à discussão. “Este auditório deveria estar lotado e contar com entidades de peso, como a FIEB, o Sebrae, além dos órgãos que promovem a infra-estrutura para o desenvolvimento, como Coelba e Embasa“, protestou o vereador José Carlos Fernandes (PSDB).
O primeiro momento da sessão foi destinado à explanação de cerca de meia hora sobre o PDDU pelo representante da Secretaria Municipal de Planejamento (Seplam), o coordenador de Planejamento Fernando Teixeira. Em seguida a palavra foi dada à população pelo vereador Beto Gaban (PRP), que presidiu a audiência. Diferentemente da audiência de sábado, em que cada cidadão teve 3 minutos para se expressar, desta vez não teve cronômetro para limitar a participação.

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