O deputado federal José Eduardo Cardozo (PT-SP), candidato à presidência do PT pela chapa Mensagem ao Partido, disse que é natural que o partido ainda não tenha um favorito para a corrida presidencial de 2010. Pesquisa Datafolha, divulgada na edição deste domingo da Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL) diz que o governador de São Paulo, José Serra (PSDB) é o favorito para suceder o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto.
"Nós disputamos todas as eleições até hoje com o presidente Lula. Acho natural que não tenhamos um nome, mas vários nomes que podem ser discutidos ao longo desse processo. Ainda estamos a quase três anos do processo eleitoral. Quando o PT construir a sua candidatura, estará em condição de disputar o primeiro lugar e a sucessão da Presidência da República, disse Cardozo hoje em Heliópolis.
Apesar de apoiar o governo de coalizão, Cardozo defende que o PT tenha candidato próprio nas eleições de 2010. "Acho errado o PT apoiar uma candidatura sem colocar o seu nome. Acho que o PT deve construir uma candidatura respeitando o direito de outros partidos também colocarem seus nomes."
Questionado sobre o resultado da pesquisa Datafolha, que mostra que 65% rejeitam a possibilidade de terceiro mandato para o presidente Lula, Cardozo afirmou que o assunto não está em discussão no partido. "Não podemos mais discutir casuísticamente mudanças da política brasileira."
Eleições internas do PT
Segundo ele, a disputa pela presidência está "apertada" e deve ser decidida em segundo turno. "Poucos votos vão decidir o segundo turno."
Cardozo disse acreditar que Ricardo Berzoini, atual presidente do PT, já tem lugar garantido no segundo turno. Para Cardozo, a disputa sobre quem vai para a segunda fase do pleito com Berzoini está entre ele e Jilmar Tatto, da corrente Partido é Pra Lutar.
Ele não quis comentar hoje se aceitaria apoiar um outro candidato se não passar para o segundo turno. "Vamos fazer reunião amanhã para decidir [essa possibilidade]. Não temos posição fechada nem tendência para apoio."
Questionado sobre as diferenças entre sua proposta de gestão e a dos demais, Cardozo afirmou que ele imprimiria uma administração mais democrática. "Hoje, no PT algumas pessoas decidem toda a política partidária. Minha gestão seria mais democrática."
Se eleito, segundo ele, sua primeira medida como presidente do PT seria priorizar o código de ética do partido. "Não queremos um presidente voltado para a hegemonia de uma corrente. De imediato, me preocuparia com o código de ética do PT [aprovado no congresso], que vai orientar toda a conduta da militância."

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