Pessoas sem qualificação e sem ética. Este é o tipo de profissional que opta por comprar diploma, certificado ou monografia para ingressar de forma mais fácil no mercado de trabalho.
Nesta segunda completa um ano que A TARDE denunciou a venda de diplomas de nível superior e certificados de ensino médio, realizada através da internet por falsários. De lá para cá, quase nada mudou.
A única boa notícia é que o site de leilão Mercado Livre implantou um sistema de monitoramento e eliminou os anúncios que negociavam este tipo de venda ilícita. No entanto, o portal ainda precisa atentar para a comercialização de monografias. Há diversos anúncios desse tipo.
Já as comunidades virtuais citadas na reportagem de 10 de dezembro de 2006 que utilizam a internet como instrumento de negociação continuam ativas e ganham adeptos cada vez mais.
IMPUNIDADE – Desde a publicação da reportagem, nada aconteceu com Jorge Luis dos Santos, ex-funcionário da Secretaria Municipal de Comunicação Social de Salvador, que usava o e-mail da instituição para enganar pessoas que queriam comprar certificados de ensino médio.
Jorge Luis sequer foi intimado, mesmo tendo a equipe de A TARDE entregue ao Ministério Público Estadual (MPE) todo o material que resultou na reportagem, como conversas gravadas, e-mails e comprovantes de pagamento.
O promotor do MPE Gildásio Galrão, a quem foi entregue o dossiê, não foi localizado pela assessoria de imprensa do órgão, desde segunda-feira até o fechamento desta edição, para falar sobre o desdobramento do caso.
A Polícia Federal (PF), que convocou, na ocasião, a reportagem de A TARDE para prestar depoimento sobre o caso e ficou com cópias do dossiê, também não progrediu nas investigações. Segundo a delegada Lúcia Castralli, Jorge Luis não foi encontrado em nenhum dos endereços ou telefones passados e, por isso, não foi intimado.
A delegada Aída Esteves, da Delegacia Especial de Repressão ao Estelionato e outras Fraudes (Dreof), que recebeu o processo proveniente do MPE, afirmou que o caso está parado. “Tenho mais de 1.300 processos sob a minha presidência e é humanamente impossível dar continuidade a todos eles”, disse ela, garantindo resgatar o caso.

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