segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Equipes atendem vítimas em Bangladesh; mortos são mais de 3.100

O ciclone que atingiu Bangladesh na noite da última quinta-feira (15) matou ao menos 3.113 pessoas, informaram autoridades locais nesta segunda-feira. Equipes trabalham para atender a milhares de pessoas que estão desabrigadas ou detidas nas áreas costeiras.


O Sidr, que afetou ao menos 7 milhões, entrou em Bangladesh na quinta-feira (15), com ventos de 250 km/h, através da reserva natural de Sunderbans, no delta do Ganges, formado por numerosas ilhas e que faz fronteira natural com a Índia, a um lado do golfo de Bengala.

O número oficial aumentou nesta segunda-feira depois que cifras atualizadas das vítimas em áreas mais remotas chegaram a Dacca, informou Ullah Chowdhury, porta-voz das equipes de resgate. A mídia local informa que ao menos 4.000 pessoas morreram na tragédia.

"A proporção da tragédia se revela quando seguimos de uma vila a outra", disse Mohammad Selim, chefe das operações de resgate em Bagerhat, uma das áreas mais atingidas.

"Estamos tentando chegar às áreas da costa o mais rápido possível, ainda não sabemos o número total de mortos", disse um funcionário do governo nesta segunda-feira.

O líder interino do país, Fakhruddin Ahmed, visitou aréas mais atingidas, entregando mantimentos a sobreviventes e prometendo fazer "todo o possível" para auxiliar a população.

Helicópteros buscam sobreviventes nas áreas mais remotas, enquanto navios vasculham a região costeira. Organizações internacionais prometeram uma ajuda inicial de US$ 25 milhões durante coletiva de imprensa em Dacca. No entanto, itens de necessidade básica, como tendas, água, alimentos e remédios têm demorado para chegar aos seus destinos.

"Nós temos alimentos e água suficientes. Vamos superar o problema no transporte", disse Shahidul Islam, alto oficial de Bagerhat, distrito próximo da cidade de Barguna.

O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki moon, anunciou em um comunicado o envio de milhões de dólares do fundo de resposta a emergências do órgao.

Ele expressou suas "mais profundas condolências" ao povo e ao governo de Bangladesh pelas mortes e destruição, e disse que a ONU está comprometida nesse "momento de crise".

Resgate
Navios e helicópteros militares tentam alcançar milhares de pessoas que estão presas na baía de Bengala e em outras áreas costeiras do país. "Cerca de 2.000 pessoas morreram apenas na minha área", disse o oficial Anwar Panchayet no distrito de Bagerhat.

Nesta segunda-feira, o grupo cristão de ajuda humanitária World Vision informou que cerca de mil pescadores ainda estão desaparecidos na baía de Bengala.

"De repente, nossa casa foi arrancada como um brinquedo. Nós nos vimos no solo, mas sem telhado e sem paredes", disse Rika Halder, moradora da vila de Kandi, em Mongla (sul).

"Eu preciso colocar um telhado sobre as cabeças de meus filhos. Mas não sei como farei isso", disse Nirmal Moitra, 45, outro morador de Mongla.

Nenhum comentário: