Apesar de a Bahia não ser atingida pela diretriz da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que determinou o recolhimento do leite longa vida das marcas Calu, Centenário e Parmalat, os consumidores estão apreensivos e já começam a mudar de hábito na hora de escolher o produto que levam para casa. A ordem da Anvisa foi divulgada na noite de anteontem e refere-se aos lotes de leite Parmalat (única das marcas citadas vendida na Bahia), envasados nas cidades de Santa Helena de Goiás (GO) e Carazinho (RS), por suspeita de adulteração com adição de pequenas doses de soda cáustica e água oxigenada.
Gerentes de supermercados baianos procuraram tranqüilizar a população e divulgaram que o leite Parmalat vendido na Bahia é envasado no próprio estado, e também em São Paulo e Pernambuco. Mas a divulgação da notícia na imprensa nacional mexeu com a cabeça dos consumidores. Nos mercados, muitos admitem suspender a compra da marca em questão, substituindo por outros fabricantes de leite longa vida ou até mesmo leite em pó. “Eu deixei de comprar, com uma notícia dessas qualquer um fica apreensivo”, diz a procuradora Caroline Sena, 30 anos. “Me deixa preocupada com certeza, sempre que há um produto recolhido é porque tem alguma coisa errada”, argumenta Maria Laíza, 22, estudante. Mesma opinião da médica Fernanda Silva, 30 anos, que, por via das dúvidas, trocou de marca para evitar surpresas.
A Anvisa informa que a interdição dos lotes se trata de uma precaução e que os níveis de soda cáustica e água oxigenada encontrados não oferecem risco iminente à saúde. Mas pede aos consumidores que, em caso de verificação de qualquer aspecto diferente no leite – como a cor, o cheiro ou o paladar –, o consumidor comunique o fato à autoridade sanitária. Na Bahia, o telefone é (71) 3270-5791. A população também pode entrar em contato com a Ouvidoria da Anvisa pelo e-mail ouvidoria@anvisa.gov.br.

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