sábado, 27 de outubro de 2007

Vigilantes que prestam serviço ao Grupo Suzano são recebidos à bala por carvoeiros do município de Mucuri

Vigilantes da Prosegur que trabalham fazendo ronda nas áreas de plantação de eucaliptos da Suzano Papel e Celulose, foram recebidos à bala quando abordavam carvoeiros supostamente irregulares e que estariam em posse de uma quantidade de madeira da empresa Suzano.

Os vigilantes, JOSÉ GENOVEVA CAMPOS e LUIZ CARLOS foram surpreendidos por um homem que efetuou disparos contra a viatura caracterizada da Empresa Prossegur tendo o veículo ficado cravejado de balas na área traseira, fato ocorrido na localidade conhecida como CAMARUGI, Distrito de Costa Dourada, município de Mucuri.

O vigilante JOSE GENOVEVA também recebeu um tiro nas costas e só não sendo vitimado fatalmente devido ao fato do projétil de arma de fogo, aparentemente revólver calibre 38, ter atingido o colete à prova de balas que o profissional vestia. O tiro atingiu a altura da coluna cervical, próximo ao pescoço. Especialistas no assunto afirmaram que se a bala tivesse atingido a coluna do vigilante o mesmo poderia estar paraplégico ou até mesmo morrido.

A Polícia Civil registra inúmeras ocorrências apresentadas diariamente pelos vigilantes no Município de Mucuri e que prestam serviço às empresas de celulose e papel, principalmente por furto de madeira nativa, furto de eucalipto verde, ameaças, incêndios e outros crimes cometidos por carvoeiros irregulares na região.

A cada dia as empresas aumentam o número de vigilantes, alegam prejuízos, mas a desagregação social provocada pela própria monocultura estaria forçando o surgimento desses carvoeiros que não teriam autorização para o exercício da atividade.

A Polícia Civil de Mucuri já divulgou que tem pistas sobre o autor do disparo e logo pretende prendê-lo para que o mesmo possa responder por tentativa de homicídio.

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