O engenheiro químico suspeito de criar a fórmula utilizada no esquema de adulteração de leite foi solto pela Polícia Federal na noite desta sexta-feira (26), em Uberaba (MG).
A polícia havia solicitado à Justiça Federal a prorrogação da prisão temporária do engenheiro, que foi negado pelo juiz da 1ª Vara Federal. Apenas o diretor-presidente da Copervale, uma das cooperativas acusadas de adulterar o leite, continua preso na penitenciária de Uberaba.
A operação Ouro Branco, deflagrada pela Polícia Federal, pelo Ministério Público Estadual e pela Procuradoria da República em Minas teve ao menos 27 presos, mas a maioria já foi liberada.
Fraude
A Copervale, dona da marca Centenário, e a Casmil, localizadas em Uberaba e Passos, são acusadas de "batizar" o leite com soro para aumentar seu rendimento e de adicionar produtos químicos como soda cáustica, ácido cítrico e água oxigenada para disfarçar a baixa qualidade do produtos, em alguns casos estragados.
Entre os detidos na operação, continuam presos um fiscal do SIF (Serviço de Inspeção Federal) e diretores das cooperativas. Ambas já estão sob intervenção.

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