sábado, 27 de outubro de 2007

Mecânico é assassinado após uma discussão no trânsito

A falta de civilidade no trânsito e a banalização da violência causaram mais uma morte ontem à tarde, desta vez tendo como vítima o mecânico Luciano Batista da Silva, 35 anos, brutalmente assassinado com um tiro ao volante do veículo Marajó de placa JNO-8334, na Avenida Antonio Carlos Magalhães, imediações do terminal rodoviário de Salvador. O vigilante João dos Santos Souza, 33, que acompanhava a vítima, contou que o crime foi cometido pelo motorista de um Volkswagen Gol preto, depois de um desentendimento banal durante uma ultrapassagem. No início da noite, a polícia obteve informação sobre a placa do veículo e já identificou seu proprietário, cujo nome não foi revelado.

O caso está sendo investigado pela delegada titular da Delegacia de Homicídios, Inalda Cavalcante Orestes, e por sua colega Marly Margareth, plantonista da 11ª Delegacia (Tancredo Neves). Uma outra versão chegou a ser aventada na cena do crime, apontando um motoqueiro como autor do disparo, mas a testemunha e os agentes envolvidos na investigação a desmentiram.

João contou que os dois saíram do bairro de Canabrava, onde residem, com destino à Baixa de Quintas, onde comprariam uma peça para a Marajó, a pedido do proprietário do veículo, o comerciante Valdir Pereira de Jesus, 42. Pouco depois de passarem do viaduto Nelson Daiha, na pista da esquerda, por volta das 15h30, o condutor do Gol sinalizou para que Luciano desse passagem. Mas ele não atendeu ao pedido de imediato.

Instantes depois da Marajó passar para a faixa da direita, o assassino emparelhou o Gol e atirou, atingindo o mecânico no pescoço. O carro ficou descontrolado e acabou subindo o meio-fio, parando nas imediações do acesso ao terminal rodoviário de Salvador. Em seguida, João ligou do celular para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas o amigo já estava morto quando a equipe médica chegou ao local.
Em estado de choque, o vigilante foi levado ao posto da Polícia Civil da rodoviária por funcionários da Sinart (empresa que administra o terminal), enquanto militares da 1ª Companhia Independente (Pernambués), agentes da DH e da 11ª DP chegavam ao local. Momentos depois, uma multidão de curiosos acompanhou o trabalho dos peritos do Departamento de Polícia Técnica (DPT), causando transtornos no fluxo de veículos na região. Luciano era casado e deixou uma filha de 2 anos.

Nenhum comentário: