A ausência dos cubanos no Mundial de boxe realizado em Chicago, nos Estados Unidos, é prejudicial para os demais países latino-americanos. Isso porque os boxeadores do país do ditador Fidel Castro conseguem se classificar para os Jogos Olímpicos durante o Mundial, e isso abre vagas para os demais nos pré-olímpicos das Américas.
Essa é a avaliação dos treinadores e dirigentes do continente. Cuba ganhou 10 dos 13 Mundiais disputados desde 1974 e acumula 62 coroas. Porém, não foi aos Estados Unidos para evitar possíveis deserções de seus atletas. Agora, a esquadra cubana deve mandar seus principais boxeadores aos torneios classificatórias das Américas para assegurar vaga às Olimpíadas de Pequim de 2008.
Os dois pré-olímpicos acontecem no próximo ano: entre os dias 10 e 18 de março em Trinidad e Tobago, e entre 23 e 30 de abril, na Guatemala.
"Logicamente que prejudicará. Se Cuba viesse pra cá [Chicago] com seus melhores homens conseguiria a classificação fácil e haveria mais oportunidades para os demais países nos pré-olímpicos. Mas agora a situação é outra", lamentou o vice-presidente da Federação de Boxe da América, o porto-riquenho José Luis Vellon.
Desde dezembro do ano passado, a ilha caribenha perdeu cinco de seus principais boxeadores profissionais por deserção. Os campeões olímpicos de Atenas-2004, Odlanier Solís (+91 kg), Yan Barthelemí (48Kg) e Yuriorquis Gamboa (57Kg), Guillermo Ringondeaux (bicampeão olímpico e mundial da categoria peso galo) e Erislandy Lara. Os dois últimos desertaram durante os Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro, em julho.

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