Apesar de sua localização à beira-mar, Salinas da Margarida registrou há alguns anos os primeiros casos de leishmaniose visceral, uma antropozoonose característica de localidades rurais, por conta do vetor Lutzomia longipalpis, que é um pequeno inseto chamado mosquito palha, que tem como maior hospedeiro o cachorro. A ocorrência dos casos de leishmaniose visceral no município chamou a atenção tanto dos gestores municipais quanto de pesquisadores. A preocupação com o avanço da doença fez com que o Poder Público firmasse parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para a realização de uma apurada pesquisa no intuito de conhecer a real situação de incidência dos focos da doença.As pesquisas começaram com trabalhos sobre o vetor da doença e foram realizadas capturas do inseto transmissor, seguidas de um inquérito canino para diagnosticar os casos positivos em cachorros, que foram sacrificados. Em relação ao atendimento humano, foram realizadas palestras educativas, o tratamento dos casos positivos e o controle químico, com borrifação domiciliar.
Atualmente, na quarta etapa da pesquisa, a Prefeitura de Salinas da Margarida adquiriu, através da Fiocruz, um kit para diagnóstico precoce da doença em humanos. Na Bahia, esse exame é realizado somente no Laboratório Central da Bahia (Lacen) e no hospital Santo Antônio, em Salvador. Portanto, o município se torna pioneiro em diagnóstico precoce para esse agravo.
Para a coordenadora da Saúde do Município, Maricélia Campos, Salinas da Margarida evita que a população seja acometida de uma patologia grave. "Salinas pretende fazer esse diagnóstico precoce para que as pessoas não se desloquem para Salvador e demorem a começar o tratamento. É começar o tratamento bem cedo e logo em seguida essa pessoa poderá ter uma qualidade de vida melhor, porque se não tratar em um período bem curto essa pessoa pode ir a óbito", disse.
O tratamento da leishmaniose visceral é feito pelo Governo do Estado através da Secretaria da Saúde (Sesab), que fornece uma medicação para todos os municípios baianos que registrem casos da doença. Segundo Maricélia Campos, a população salinense pode se tranqüilizar quanto ao combate a esta doença. "A Secretaria da Saúde tem feito um trabalho sério, com o apoio do Governo do Estado, através da 4ª Diretoria Regional de Saúde (4ª Dires) e tivemos a sorte de ter a Fiocruz, que é um órgão respeitado, que está conosco já há quatro anos", ressaltou a coordenadora.

3 comentários:
Também pudera né, Salinas em relação á saúde tem deixado muito a desejar. O prefeito gasta com subornno feitos por ele mesmo a oposição e esquece do principa: A saúde...
Até quando a baixaria continnuará e saúde se fortalecerá?
O Prefeito Wilsom só quer saber de sacanagem, viado discarado. Ksksksksk
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