terça-feira, 23 de outubro de 2007

Três marcas de leite devem ser retiradas do mercado em Uberaba

O Ministério Público recomendou, nesta terça-feira (23), que os supermercados de Uberaba (MG) retirem três marcas de leite longa vida das prateleiras. A orientação tem caráter preventivo e se baseia na informação da Polícia Federal de que o produto era fornecido pelas cooperativas mineiras Coopervale e Casmil, suspeitas de adulterar o produto com substâncias nocivas à saúde.

Durante a Operação Ouro Branco , realizada pela Polícia Federal na segunda-feira (22), em Uberaba e Passos (MG) foram detidas 27 pessoas, parte delas já foi liberada.

A PF investigava havia três anos denúncias de adulteração do leite com a adição de produtos químicos, como água oxigenada, soro e até soda cáustica. A polícia descobriu que um químico de São Paulo desenvolveu uma forma de adulterar o leite, sem deixar vestígios, e vendeu a técnica para várias cooperativas do país.

Segundo o delegado federal de Uberaba, Davidson Chagas, foram encontrados problemas em três marcas de leite até agora. “Nas marcas Parmalat, Calu e Centenário já encontramos diferenças no aspecto, que tornam o produto impróprio.”

De acordo com Chagas, a análise será estendida a todas as marcas comercializadas no país. Ainda não foram identificadas todas as empresas que adquiriram leite das cooperativas suspeitas de adulterar o produto.

“Apreendemos documentos e os peritos estão analisando o material para saber quem eram esses compradores. Vamos fazer o mapeamento do leite em todo o país.”

Minas Gerais produz um terço de todo o leite consumido no Brasil e os produtores do estado estão preocupados com a má repercussão do caso.

O "Jornal Hoje" (Globo) noticiou nesta terça-feira que, em Uberaba, os funcionários da Coopervale voltaram ao trabalho. O interventor disse que não houve mudança na rotina. Dois tanques com 700 mil litros de leite continuam lacrados.

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