segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Governo quer lei de incentivo para preparação de equipe olímpica

O ministro do Esporte, Orlando Silva Jr., quer usar a lei de incentivo fiscal para bancar a preparação brasileira para a Olimpíada de Pequim. Na semana passada, o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) se reuniu com as confederações nacionais. Em pauta, os projetos de cada uma delas para a próxima temporada.

O calhamaço com os planos será entregue ao ministério, que pretende analisá-los e liberar a captação de recursos pela lei de incentivo fiscal. A iniciativa pode significar um montante inédito de capital para a preparação dos atletas brasileiros que irão a China.

"Todas as modalidades terão nosso apoio. Mas, na reta final, elas podem querer viajar mais, fazer mais competições, e a lei pode nos ajudar a ter esse dinheiro", disse o ministro, no domingo, na Copa do Mundo de natação, em BH.

A confederação de desportos aquáticos, por exemplo, já fez um planejamento geral para a equipe e quatro individuais. Thiago Pereira, Kaio Márcio, César Cielo e Nicholas Santos que, segundo a entidade, têm maiores chances de medalhas, receberão atenção especial.
O ministro do Esporte também tenta conseguir que a Petrobras financie a ida do Brasil aos Jogos.

Outro tema que, segundo Silva Jr., receberá atenção do ministério é o doping. "Para o Pan, já havíamos modernizado o Ladetec [laboratório do país credenciado pelo COB]. O caso da Rebeca Gusmão mostra que temos de investir ainda mais na luta antidoping, por uma competição justa", disse.

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