terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Dom Geraldo Magela visita Dom Luiz Cappio em Sobradinho

O arcebispo primaz do Brasil e cardeal Dom Geraldo Majella, juntamente com o bispo Dom Ceslau Stanulla, presidente da Regional Nordeste 3 da CNBB nos Estados da Bahia e Sergipe, além do bispo João Carlos Petrini foram à Capela de São Francisco visitar Dom Luiz Cappio, nesta terça-feira, 04, oitavo dia de greve de fome do religioso, contra a transposição do rio São Francisco. Uma reunião a portas fechadas foi realizada entre os quatro e mais os bispos Dom Thomáz Balduíno e Dom Eugênio Rixen.

Numa entrevista coletiva que aconteceu após a reunião, o Dom Geraldo revelou que o motivo da visita foi de fraternidade, de amizade. “Estamos aqui independente de qualquer situação de alegria, tristeza ou sofrimento e queremos estar sempre juntos. Viemos aqui sabendo que ele está nesse jejum há uma semana e quisemos conversar e rezar um pouquinho com ele”, esclareceu o arcebispo. Segundo ele, não houve tentativa de fazer com que o bispo abandone a greve de fome.

“Deixamos a decisão a cargo da consciência dele. Mostramos como é importante para sua diocese, para seus irmãos e para a Igreja que ele permaneça vivo, que tenha muita saúde”, ressaltou. Sem querer assumir postura contra ou a favor da transposição Dom Geraldo Majella disse que desde que está na Bahia há oito anos acontecem discussões no Regional Nordeste 3 “sobre a pretensa transposição e sobre o rio e, desde então sabemos quais as implicações desta medida e o que vai trazer de bom para nossas populações”.

Andando mais vagarosamente que há uma semana, sempre bebendo muita água, cercado pela família, amigos, párocos da Diocese de Barra e muitos integrantes de movimentos sociais, o bispo assegurou que está bem. “Estou me sentindo muito bem, cheio de vida e saúde e gostaria de dizer que a visita amiga e fraterna dos meus irmãos bispos foi como uma vitamina. Tivemos uma conversa muito boa e estou me sentindo fortalecido”, afirmou.

Descartando a idéia de que a reunião fechada tenha sido para tentar dissuadi-lo a sair do jejum, o bispo disse que “foi uma manifestação de grande solidariedade. Eles trouxeram uma carta que é uma manifestação de solidariedade e amizade por parte dos bispos”, finalizou.

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