quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Lula debate com empresários perspectivas para a economia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva debate com cerca de 100 empresários das maiores companhias que atuam no Brasil as perspectivas de investimento e o cenário macroeconômico para os próximos anos.

Na reunião, que teve início pouco depois das 10h da manhã desta quarta-feira (24), um dos assuntos que serão abordados, a depender do humor dos empresários, é a prorrogação da cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).

Os empresários concordam com a manutenção do “imposto do cheque” até 2011 mas defendem alterações na cobrança. Entre as propostas estão desde a redução da alíquota já em 2008 até a queda gradual do tributo para evitar impacto sensível nas contas do governo.

“O governo tem seus compromissos, mas há margem para a redução gradual do imposto”, afirmou Jorge Gerdau Johanpeter, do grupo Gerdau, antes do encontro com o presidente. Ele defende que a alíquota do tributo caia do atual 0,38%, para 0,35%.

A proposta de diminuição gradativa tem apoio também do vice-presidente sênior do banco Itaú, Alfredo Egídio Setúbal. “A CPMF é um imposto com efeito em cadeia oneroso”, afirmou o banqueiro.

O diretor-presidente do grupo Braskem, José Carlos Grubisich Filho, escora a sugestão governista de dilatar o prazo da CPMF até 2011 com uma alíquota de 0,38%, inicialmente. Mas sustenta ser necessário fazer compensações, como, por exemplo, reduzir a carga tributária que pesa sobre a folha de pagamento.

Para o presidente da Alcoa no Brasil, Franklin Feder, há espaço nas contas públicas para o governo diminuir a carga tributária e estimular a reforma da Previdência.

Os ministros Miguel Jorge (Desenvolvimento), Guido Mantega (Fazenda), Dilma Rousseff (Casa Civil) e Paulo Bernardo (Planejamento) também participam do encontro.

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