Em operação realizada neste fim de semana, a Polícia Civil de Barreiras, no Oeste da Bahia, prendeu em flagrante quatro integrantes de uma quadrilha que fazia desmanche de veículos na cidade. Durante a diligência, que começou na última sexta-feira, 19, e terminou hoje, 22, quatro veículos também foram apreendidos: uma Toyota Hilux, uma Ford Ranger, uma Mitsubishi L 200 e uma carreta Scânia. Sendo os dois últimos identificados como provenientes de roubo em Salvador.
Os veículos foram encontrados nas proximidades do Assentamento de Cágados, município de Angical/BA, na Fazenda de Alvino Alves de Oliveira, popular Cotegipe – preso duas vezes por desmanche de carros e formação de quadrilha. Ele está foragido. Entretanto, entre os detidos, dois são filhos dele: Cleber Alves de Oliveira, Cleoton Alves de Oliveira e mais dois mecânicos: Camilo dos Reis Silva e Ivan Marques Souza Santos.
De acordo com o delegado regional Dr. André Aragão, as investigações começaram a partir da prisão de Flávio Sampaio, há dois meses por roubo de veículos. “Aí então, descobrimos essa rota de conexão entre Salvador e Barreiras. E pelo fato de Cotegipe, já ter sido preso pelo mesmo motivo, resolvemos fazer uma vistoria na fazenda dele”.Cotegipe era proprietário da loja de Auto Peças Cotegipe – onde comercializava peças novas e usadas. O empreendimento funcionava no centro de Barreiras, próximo a Câmara de Vereadores. “A loja era apenas de fachada. Isso fazia parte do jogo, pois ali na oficina eles faziam toda parte de desmanche e adulteração dos veículos”, acrescenta Aragão.
Segundo ele, existe uma quadrilha grande envolvida. “Pelas características, logo após serem roubados, os carros são desmanchados imediatamente. Além disso, supomos que eles adulteravam os veículos e os vendiam, pois assim o lucro poderia ser maior. Logicamente, repassavam uma ou outra peça isoladamente. Prova disso, são as notas em branco, provenientes de Ituiutaba/MG, que encontramos no estabelecimento, no intuito de legalizar a mercadoria”, enfatiza o delegado.
A Polícia Civil vai solicitar a Secretaria da Fazenda o fechamento do estabelecimento, em função das mercadorias não possuírem notas fiscais. Vai pedir ainda, ao Juiz de Direito do Município de Angical, a prisão preventiva de Cotegipe.
Os presos irão responder por adulteração de veículo automotor e formação de quadrilha, podendo pegar entre dez e 12 anos de cadeia.


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