quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Assaltante é morto a tiros na Avenida Tancredo Neves

Depois de roubar quatro pessoas em seqüência, um desconhecido não só teve frustrado o que seria o quinto assalto como também acabou morto pela própria vítima – um policial civil, de prenome Gustavo, da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos (DRFRV). Toda a ação ocorreu entre as 14h30 e 15 horas desta terça, na Avenida Tancredo Neves, uma das regiões de maior movimentação financeira de Salvador.

Segundo testemunhas, o assaltante era acompanhado à distância por um parceiro, que teria fugido em uma motocicleta. Até o momento, o baleado permanecia sem ser identificado. Negro, trajava camisa verde e bermuda jeans e não portava documentos. Uma das vítimas do ladrão, o office-boy S.R.S., 25 anos, disse ter presenciado o momento em que o policial conseguiu reagir à investida e atingir o bandido com pelo menos cinco tiros no rosto. O agente estava na entrada do Edifício Omega Empresarial quando sofreu a abordagem do ladrão.

“Eu estava a uns 10 metros. Acho que o assaltante pensou que o policial fosse algum empresário, porque ele vestia paletó e gravata (Gustavo também é estudante de Direito, por isso os trajes)”, relembra S.R.S., ainda assustado com o ocorrido. “O cara me abraçou e colocou a arma na minha cintura, exigindo dinheiro. Como não tinha, ele ficou só com o celular”, completou, relatando o momento em que foi assaltado na faixa de pedestres em frente ao Shopping Sumaré. Antes de roubar o office-boy, o ladrão subtraíra dois celulares e R$ 650 de três pessoas. A quantia pertence a um gerente técnico que passava as cédulas a um amigo em via pública, possibilitando o primeiro roubo. Tudo foi recuperado com a reação do policial.

Socorro – Apesar de, aparentemente, não apresentar sinais vitais – estando inclusive com o rosto coberto com folhas de jornal – o desconhecido foi colocado no porta-malas de um Ford Fiesta da 16ª CP (Delegacia da Pituba) e levado ao Hospital Geral do Estado. “A obrigação da polícia é dar socorro. Nenhum policial é perito para constatar o óbito”, respondeu a delegada Christhiane Inocência Xavier, titular da DRFRV, que lavrou o auto de resistência. Segundo ela, Gustavo chegou a dar voz de prisão ao bandido, que teria reagido com tiros e sofrido o revide.

No local, relatos de pessoas que observaram a ação indicavam que o policial chegou a entregar dinheiro e pertences ao ladrão e teria aproveitado uma distração do assaltante para surpreendê-lo. Tanto a pistola calibre 380 do policial quanto o revólver calibre 38 do assaltante foram encaminhados à perícia. “Vamos realizar todos os exames, até para evitar que se falem em excessos cometidos pelo policial”, salientou a delegada.

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