Uma polêmica de centímetros tirou do Crac o direito de jogar em casa e fez o time ir para outro Estado no octogonal final da Série C.
O clube alega que, levado em conta um espaço de 42 centímetros por torcedor, como a CBF já havia concordado (também de acordo com a versão do Crac), o estádio Genervino da Fonseca comportaria os 10 mil fãs exigidos pelo regulamento para esta fase da competição.
Mas, na última hora, foi lembrada um lei estadual de Goiás que manda cada torcedor ocupar 50 centímetros.
O prefeito de Catalão e presidente de honra do Crac vê o dedo de adversários políticos no caso, apesar de dizer que a cidade concorda com os gastos feitos no clube.
"Foi uma denúncia partidária [a exigência dos 50 cm]. Tenho absoluta certeza, mas não quero falar para não ficar na mesmice dos políticos querendo culpar os adversários", afirma Adib Elias.
Sem campo, o Crac passou primeiro pela também goiana Itumbiara. Mas o estádio dessa cidade foi fechado para reformas, e o jeito foi ir para Uberlândia, em Minas, a cerca de 100 quilômetros de Catalão. Não é sem razão que essa mudança incomoda.
Antes do início do octogonal, o Crac havia feito nove partidas em sua cidade. Nelas, teve um aproveitamento de 78%. Em igual número de jogos como visitante, o clube teve uma performance muito mais modesta (48%).
A estréia em Minas também não foi promissora. O time perdeu para o Vila Nova e deixou a liderança do octogonal, que classifica quatro times para a Série B da próxima temporada.

Nenhum comentário:
Postar um comentário