Oito pessoas foram detidas em flagrante e sete caminhões de carvão apreendidos durante uma operação conjunta das polícias civil, militar, rodoviária federal e da Companhia de Ações Especiais Mata Atlântica, realizada entre a terça-feira, 6, e esta quarta-feira, dia 07, no extremo sul da Bahia. Durante a operação, além de identificar carvoarias clandestinas, os policiais encontraram focos de incêndio em área de preservação ambiental permanente. A ação das policiais envolveu seis delegados da 8ª Coordenadoria de Policia do Interior (8ª Coorpin) e mais de sessenta policiais, que há três dias fazem diligências pelos municípios de Prado, Ibirapuã, Alcobaça, Teixeira de Freitas, Nova Viçosa, Mucuri e alguns municípios capixabas, que fazem fronteira com a Bahia.
“O objetivo é barrar o comércio ilegal de carvão, mas queremos atingir as pessoas que realmente estão ganhando dinheiro com isso, os atravessadores”, revelou o coordenador da 8ª Coorpin, delegado Nelis Araújo Junior.
Num sobrevôo na região, a polícia localizou mais de dois mil fornos clandestinos de produção de carvão. Segundo o coordenador da 8ª Coorpin, não existem fornos de carvão legalizados na região e mais da metade do carvão consumido no país, principalmente por siderúrgicas, é produzido ilegalmente na Bahia com madeiras da Mata Atlântica. Essa prática, além de ser um crime ambiental, envolve mão-de-obra infanto-juvenil.
O empresário Ivan Santos de Azevedo, de 66 anos, além dos caminhoneiros Jurandir Pereira de Araújo, de 50 anos; Antonio Costa Siqueira, 52 anos; José Brito dos Santos,52; Cassius Pereira Gomes, 26; Edimar de Jesus Cunha, 42; Edirlei Rocha, 28; e Afonso Luis Recha, 58, foram detidos em flagrante e encaminhados ao Quartel da Caema, distrito de Posto da Mata, município de Nova Viçosa (a 858 quilômetros de Salvador, no extremo sul do estado).
Eles devem responder por crime ambiental, formação de quadrilha, incêndios crimonosos e contratação de mão-de-obra infanto-juvenil e falsidade ideológica (notas estão sendo falsificadas para a retirada do produto do estado).
A operação de combate ao comércio clandestino de carvão continuou durante toda a madrugada de ontem para hoje, inclusive com barricadas nas fronteiras da Bahia com o Espírito Santo e Minas Gerais para impedir a saída de caminhões de carvão do Estado.

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