quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Cresce procura por acupuntura para tratar doenças e estresse

Fruto da tradicional medicina chinesa, a acupuntura que estimula os pontos vitais, através da aplicação de agulhas em locais estratégicos do corpo, tem sido cada vez mais procurada para curar doenças e diminuir o estresse. A técnica, usada desde milênios antes de Cristo, continua surtindo efeito até hoje e pode ser encontrada em várias clínicas da cidade. A terapia milenar tem sido considera como um bom “remédio” para quem foge das drogas farmacêuticas e tenta resolver seus problemas fazendo uso do tratamento alternativo.

Os pontos são perfurados pelas agulhas, um pouco mais grossas que um fio de cabelo, por onde passa a energia chamada pelos orientais de Chi. Indicada para qualquer pessoa a partir dos 12 anos, a técnica é capaz de curar doenças musculares e dores lombares ou generalizadas, além de minimizar problemas como a fadiga excessiva e desconfortos causados pelo estresse, tensão pré-menstrual (TPM) e menopausa.

A reumatologia, acupunturista e especialista em dor Patrícia Evelyne explica que a técnica, considerada como especialidade médica, é utilizada para buscar o equilíbrio do corpo. “As doenças e dores são provocadas pelo desequilíbrio corporal. A técnica visa restabelecer a harmonia”, diz a especialista que atua no segmento há 12 anos e foi uma das primeiras profissionais a desenvolver a terapia na Bahia. Segundo ela, a aplicação das agulhas em pontos específicos promove a liberação da endorfina, substância que alivia a dor, e serotonina, hormônio que eleva o bom humor.

Além de benéfica à saúde, a especialista assegura que a técnica é totalmente segura e realizada com materiais e agulhas descartáveis. Segundo ela, é muito importante procurar profissionais habilitados. “Os especialistas na tradicional medicina chinesa dizem que acupuntura não é simplesmente encher o corpo de agulhas _ o profissional precisa saber, de fato, onde estão localizados os pontos vitais que precisam ser revitalizados”. Ela ressalta que a terapia deve ser realizada por um médico com noções de anatomia. “Afinal uma agulha colocada em um local errado pode, por exemplo, lesionar a medula ou provocar um aborto”, completou Evelyne.

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