sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Petistas e oposicionistas ameaçam disputar presidência do Senado

Os rumores sobre a renúncia de Renan Calheiros (PMDB-AL) à presidência do Senado já provocaram uma corrida pelo cargo entre partidos da base governista e da oposição. A oposição promete lançar um nome na disputa se o PMDB apresentar um candidato que não receba o seu aval.

"Caso o PMDB mande um nome que não nos interessa, vamos lançar um nome nosso para competir. Tem que ser alguém com a noção de instituição que a Casa merece", disse o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM).

O PSDB e o DEM apóiam o nome dos senadores Jarbas Vasconcelos (PE), Gerson Camata (ES) e Simon na disputa --já que os três têm postura "independente" em relação ao governo. A base aliada, no entanto, rejeita os nomes dos três parlamentares.

Sem alarde, os governistas também se articulam para lançar um nome alinhado com o Palácio do Planalto caso um dos "dissidentes" do PMDB seja apresentado pelo partido na disputa.

Em conversas informais, o PT não descarta brigar pela permanência de Tião Viana (PT-AC) no comando da Casa --mas admite que a estratégia poderá minar a votação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) porque precisa do apoio do PMDB para a aprovação da matéria.

Eleições
Segundo o blog do Josias, o presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), deve renunciar ao posto até quarta-feira (21).

Aliados do peemedebista lhe teriam aconselhado a deixar o cargo antes de quinta-feira (22), quando o plenário vai votar o pedido de cassação aprovado esta semana pelo Conselho de Ética da Casa.

A renúncia, na avaliação do grupo pró-Renan, poderia ajudá-lo a preservar o mandato --mesmo afastado da presidência da Casa.

Senadores governistas e da oposição avaliam que não há mais clima político para Renan retornar ao cargo mesmo que seja absolvido pelo plenário no processo em que é acusado de usar "laranjas" para comprar um grupo de comunicação em Alagoas.

Se a renúncia for confirmada na semana que vem, Viana terá o prazo de cinco dias para convocar novas eleições para a presidência do Senado.

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