A Petrobras quer reduzir em até 40% o custo final do projeto da plataforma P-55, com a adoção de um sistema diferente de construção para a unidade. Em vez de licitar a plataforma junto a um construtor, que subcontrata os fornecedores, a estatal vai licitar cada parte separadamente. O casco será montado no dique seco do estaleiro Rio Grande (RS), e os blocos serão feitos no estaleiro Atlântico Sul (PE), mediante um custo final de US$ 392,6 milhões.
A P-55 vai integrar o campo de Roncador, na Bacia de Campos, e só vai operar a partir de 2012. Mas já a partir do ano que vem, Roncador tomará o posto de Marlim como o principal campo produtor do País, com 460 mil barris/dia. Isso acontecerá a partir da metade de 2008, quando as plataformas P-52 e P-54 atingirem o pico de produção. A P-54 entrou em operação ontem.
Para o projeto da P-55, a Petrobras fechou contrato de 5,5 milhões de euros com a companhia holandesa Gusto, que fará o projeto básico do top side (a parte complementar da plataforma, além do casco). Depois de definido esse projeto, a Petrobras vai apresentar às empresas nacionais o detalhamento que vai exigir do projeto, explica o gerente do empreendimento da P-55, Francisco Ramos.
"Em fevereiro ou março, queremos abrir as licitações, para termos o projeto pronto em abril. Queremos assinar todos os contratos até novembro", explicou a fornecedores, em evento promovido pela Onip (Organização Nacional da Indústria do Petróleo).
A expectativa é que o conteúdo nacional da plataforma supere os 70% do total, com a confecção do casco no Brasil. A construção do casco será iniciada no dia 2 de janeiro.
A licitação da P-55 foi cancelada duas vezes. Na primeira, a Petrobras considerou que os preços apresentados pelos consórcios que se candidataram a tocar a construção estavam altos e decidiu reabrir a concorrência. Na segunda, ainda avaliando os preços como altos, decidiu negociar diretamente com cada concorrente, até optar pelo desmembramento da licitação.

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