A Brigada Militar impediu hoje que o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) se aproximasse da cidade de Não-Me-Toque (282 km de Porto Alegre). Um grupo de cerca de 500 sem-terra estava a dois quilômetros do município, mas, ao ser barrado pela polícia, rumou para um assentamento na cidade de Carazinho.
Segundo Irma Ostroski, coordenadora da marcha do MST, a polícia está agindo de forma a "humilhar" os sem-terra, ao revistá-los e proibir que prossigam a caminhada com as crianças.
A Brigada Militar disse que está cumprindo decisão da Justiça que impede as crianças de ficarem próximas a locais de conflito. As cerca de 80 crianças que acompanhavam a marcha foram levadas de ônibus ao assentamento.
Três grupos de sem-terra seguem, de diferentes regiões do Estado, em direção a Coqueiros do Sul (314 km de Porto Alegre), para protestar pela desapropriação da fazenda Coqueiros, de propriedade da família Guerra.
Em São Gabriel (329 km de Porto Alegre), ruralistas se reuniram com o o ouvidor da Secretaria Estadual da Segurança Pública, Adão Paiani. Eles aguardavam o ouvidor agrário nacional, José Gercino da Silva, que não compareceu, mas enviou um documento no qual o Ministério do Desenvolvimento Agrário informa reconhecer a produtividade da fazenda Coqueiros e que, por isso, não poderá ser desapropriada.
O presidente da Farsul (Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul), Carlos Sperotto, disse que o reconhecimento de que a área é produtiva torna "sem fundamento" a marcha do MST pela desapropriação da fazenda.

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