Uma operação da Polícia Federal em Rondônia para coibir a extração irregular de ouro prendeu hoje ao menos dez pessoas em flagrante sob a suspeita de trabalharem em garimpos instalados ao longo do rio Madeira.
Segundo a assessoria da PF, até as 17h de hoje (horário de Brasília), 25 balsas que ajudavam na extração tinham sido apreendidas.
Com essas investidas, a PF tinha conseguido achar uma pequena quantidade de ouro e muito mercúrio. Bombas hidráulicas foram confiscadas.
A expectativa era que ao menos 90 balsas fossem apreendidas hoje.
Em análise preliminar, a polícia estima que a extrativismo mineral ilegal na região tem levado ao despejo de cerca de uma tonelada de mercúrio por ano no rio Madeira --onde devem ser instaladas as hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau.
Hoje a PF esteve em uma área do rio entre Porto Velho, capital do Estado, e Abunã (215 km de Porto Velho). Entre hoje e os próximos dias, a polícia começará a investigar outros dois pontos da região.
A ação contra os garimpos aconteceu após denúncias feitas por órgãos fiscalizadores, como o Ministério Público Federal, segundo a assessoria da PF em Rondônia.
A operação, da qual participaram 69 agentes --29 da superintendência estadual e 40 vindos de outros Estados--, foi batizada de Iara numa referência à figura folclórica da deusa das águas.
A reportagem tentou contato durante toda a tarde de hoje com o delegado que chefiou a ação e com o procurador envolvido com a investigação.
O delegado não estava na sede da PF e seu telefone celular não podia ser informado, de acordo com a assessoria.
O procurador não foi encontrado, pois trabalha na própria casa --o andar onde fica sua sala na Procuradoria está sendo reformado, informou a assessoria do órgão.

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