Tropas paquistanesas mataram 60 integrantes de um grupo pró-Taleban [milícia que controlava 90% do Afeganistão até a invasão da coalizão liderada pelos EUA em 2001] durante um combate no noroeste do país, informou o Exército nesta segunda-feira.
Após o confronto, os insurgentes pediram trégua. Não há informações oficiais sobre feridos entre as forças de segurança, mas relatos de moradores apontam que o número chega a nove.
De acordo com o Exército, os extremistas liderados por grupos pró-Taleban pretendem instituir o código islâmico na localidade.
"Ouvimos estrondos a noite inteira. Não sabemos exatamente quantas pessoas foram mortas", disse um morador que estava nas proximidades.
Ao comentar o ocorrido, a ex-primeira-ministra paquistanesa, Benazir Bhutto, falou que o país enfrenta ameaças à "sobrevivência".
"Isso é uma guerra nossa, porque nosso povo e nossos soldados estão sendo mortos."
Bhutto pediu que o presidente do país, Pervez Musharraf, consultasse os principais partidos políticos antes de indicar um nome para o governo provisório, que ficará no poder até as próximas eleições, em 2008.
"Essa é a forma de assegurar eleições livres e legítimas", disse Bhutto.
A declaração da ex-primeira-ministra, divulgado por um canal de TV paquistanês, foi feita em meio a expectativas sobre a nomeação, a ser realizado neste mês, do governo interino que estará no comando até as eleições parlamentares, previstas para janeiro.
De acordo com a Constituição do país, Musharraf pode indicar um governo temporário, sendo que seus membros ficam inelegíveis no próximo pleito.

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