sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Alzheimer pode ser diagnosticado em exame de sangue, diz pesquisa

Uma pequena mostra de sangue e uma análise simples, praticável na maioria dos hospitais, poderia identificar em pacientes jovens o princípio do mal de Alzheimer. Esse é o resultado de um estudo conjunto de dois grupos de pesquisa das universidades italianas de Pavia e Brescia.

O estudo, publicado na revista especializada "Molecular Psychiatry", aponta um aumento no nível da proteína p53 alterada.

Os pesquisadores de Pavia, ao comparar as células do tecido conectivo dos pacientes com Alzheimer com células de grupos de controle, descobriram que as primeiras eram menos sensíveis aos danos provocados pela água oxigenada.

Comparando os resultados com a pesquisa dos cientistas de Brescia sobre a proteína p53 - cuja mutação somática pode ser encontrada em diversos tumores humanos - os italianos demonstraram que a resistência à água oxigenada estava associada com a alteração de tal proteína. Sabendo que p53 está presente nas células circulantes do sangue, os pesquisadores desenvolveram um método para avaliar a quantidade relativa desta mutação.

"Partindo de uma pequena mostra e empregando uma técnica baseada no uso de citofluorímetro, instrumento comum nos hospitais, conseguimos confirmar sobre um número razoável de casos a observação de que os pacientes com Alzheimer possuem um nível mais alto de p53 mutante", explicou o professor Marco Racchi.

Os dados mostram também que a maior utilidade deste identificador diz respeito a pacientes de até 75 anos de idade.

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