sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Plano quer eliminar transmissão da Doença de Chagas na Bahia

Dezoito municípios da área de abrangência das diretorias regionais de Saúde (Dires) de Juazeiro, Brumado, Vitória da Conquista e Caetité serão contemplados com a terceira etapa do plano de eliminação da transmissão vetorial da Doença de Chagas na Bahia, por meio da erradicação do inseto conhecido como barbeiro, que é o principal transmissor da doença.

Para isso, o secretário estadual da Saúde, Jorge Solla, e o secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde (MS), Gerson Penna, assinam na terça-feira (13), às 11h, no auditório da Divisão de Vigilância Sanitária da Bahia (Divisa), Centro Administrativo, termo de compromisso envolvendo R$ 2.700.239 – R$ 1.486.800 do Ministério da Saúde e R$ 1.213.439 da Secretaria Estadual da Saúde (Sesab).

Nessa terceira etapa do plano, serão trabalhadas 108.072 casas, que serão borrifadas e pesquisadas, beneficiando 400 mil pessoas.

Em 2006, o Brasil obteve a certificação de interrupção da Doença de Chagas. Apesar disso, focos residuais do inseto ainda persistem na Bahia, apontando para a importância do plano, desencadeado para alcançar um total de 97 municípios.

Nas duas primeiras etapas do plano, foram trabalhados 58 municípios, sendo 30 pertencentes às Dires de Irecê, Ibotirama e Seabra e os demais às regionais de Barreiras e Santa Maria da Vitória.

A Sesab tem atuado sempre em parceria com o Ministério da Saúde. Na primeira etapa, desencadeada em 2004, a secretaria estadual disponibilizou R$ 1.247.270 para aquisição de materiais de consumo, combustível e equipamentos. Foram trabalhadas 195.179 casas, beneficiando cerca de 600 mil pessoas.

Na segunda etapa, iniciada em junho de 2006, a Sesab disponibilizou, além de 65 picapes, R$ 723.890 para compra de materiais, combustíveis e equipamentos, possibilitando o trabalho em 102.407 casas.

Estado já é certificado
Segundo o coordenador do Programa de Controle da Doença de Chagas da Sesab, Jorge Mendonça, assim como o Brasil, a Bahia já recebeu a certificação de eliminação da transmissão vetorial da doença. “O desafio agora é garantir a sustentabilidade das ações e a manutenção dos resultados obtidos”, disse.

Outro desafio citado pelo técnico é o crescente risco da transmissão oral da doença, que ocorre por alimentos contaminados, a exemplo da cana-de-açúcar.

A terceira etapa do plano vai abranger os municípios de Campo Alegre de Lourdes, Curaçá, Juazeiro e Pilão Arcado (15ª Dires, com sede em Juazeiro), Aracatu, Dom Basílio, Ituaçu, Jussiape, Livramento de Nossa Senhora e Rio de Contas (19ª Dires, em Brumado), Anagé, Caraíbas, Condeúba, Tremedal e Presidente Jânio Quadros (20ª Dires, em Vitória da Conquista), e Igaporã, Jacaraci e Riacho de Santana (24ª Dires, em Caetité).

Após a conclusão dessa etapa, será realizada a quarta e última, nos 21 municípios restantes, sendo nove pertencentes à 23ª Dires (Boquira), dois da 28ª Dires (Senhor do Bonfim) e 10 da 31ª Dires (Guanambi).

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