A Petrobras comprou por US$ 50 milhões 87,5% das ações da subsidiária japonesa do grupo americano ExxonMobil, o maior do mundo do setor petrolífero, que no Brasil atua com o nome de Esso. O comunicado de compra foi divulgado na noite desta sexta-feira (9) pela Petrobras, como a assinatura de "documento de compra das ações da empresa japonesa Nansei Sekiyu Kabushiki Kaisha (NSS) com a TonenGeneral Sekiyu Kabushiki Kaisha (TGSK), subsidiária da ExxonMobil".
Os rumores sobre a compra circularam durante a tarde. Mas, o diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, negou-se a comentar o assunto durante a divulgação do resultado financeiro da estatal. "Não estou autorizado a comentar", limitou-se a dizer o executivo. Três horas depois, a empresa divulgou o comunicado informando que, além da TonenGeneral, a NSS possui como acionista a Sumitomo, que permanecerá com 12,5% da NSS em sociedade com a Petrobras.
A aquisição compreende uma refinaria, com capacidade para processar 100 mil barris de petróleo por dia, específica para o refino de petróleo leve, com produção de derivados de alta qualidade. A compra também inclui um terminal de petróleo e derivados com capacidade de armazenamento de 9,6 milhões de barris, três piers e uma monobóia para navios.
"Está previsto a utilização da capacidade do terminal para impulsionar a comercialização de biocombustíveis no Japão e no mercado asiático e complementar a atual comércio de petróleo e derivados no mercado asiático de aproximadamente 100 mil barris por dia", diz o comunicado.
A Petrobras classificou o negócio como "um marco muito importante" por marcar a entrada da empresa na Ásia, em operações de refino. "O acordo está alinhado ao Planejamento Estratégico da Companhia referente ao incremento da capacidade de refino de petróleo no exterior e contribui de forma significativa para o aumento da comercialização de petróleo e derivados produzidos pela Petrobras", diz a nota.

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