As vendas de veículos usados na Bahia mantiveram, este ano, o mesmo desempenho de 2006, entre janeiro e setembro. A avaliação é do presidente da Associação dos Revendedores Independentes de Veículos da Bahia (Assoveba), Paulo César Mascarenhas. Segundo ele, tanto ano passado como nos nove primeiros meses deste ano, o número de automóveis utilitários e de passeio comercializados permaneceu na casa dos 65 mil.“Desvalorização imediata e a garantia de comprar um carro com opcionais mais em conta fazem parte do leque de vantagens que um semi-novo oferece”, esclarece Sérgio Souza, gerente de vendas de veículos usados de uma grande loja de Salvador. Segundo ele, um carro novo ao sair da revendedora perde de 18% a 20% do valor inicial.
O empresário Denis Falcão confirma a informação e vai além. “Além de perder dinheiro, hoje é muito difícil comprar um carro zero completo, pois sai muito caro”, diz. Há pelo menos cinco anos, ele só compra veículos usados.
Em compensação, adquirir um automóvel que já teve outro proprietário possui seus riscos. A garantia oferecida pelas concessionárias é bem menor que a dos zero quilômetro. “No carro novo, são cinco anos para motor e quatro para a chaparia enquanto que nos usados são só seis meses”, informa uma vendedora.
Foi exatamente isso que levou a jornalista Manuela Matos a preferir o veiculo zero. “Meus pais já compraram semi-novos que apresentaram problemas depois de cinco meses”. Ela recentemente adquiriu seu segundo carro novo. “O primeiro eu vendi sem dar nenhum problema”, assegura.

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