sábado, 3 de novembro de 2007

UNEB, Ufba e Uefs inauguram Laboratório de Estudos Isotópicos

Uma ação conjunta das universidades do Estado da Bahia (UNEB), Federal da Bahia (Ufba) e Estadual de Feira de Santana (Uefs) resultou na inauguração do Laboratório de Estudos Isotópicos da Bahia (Lei-Ba), sediado no Instituto de Geociências da Ufba, que visa contribuir para o avanço científico e tecnológico baiano.

O espaço é o resultado de uma ação que congrega pesquisadores dessas universidades e que tem como objetivo preparar amostras de rochas, minerais, sedimentos e águas para estudos de geoquímica isotópica ou geocronologia.

“Esta, além de ter sido uma importante conquista para a comunidade científica da Bahia, vai favorecer nossos pesquisadores unebianos com a possibilidade dos mesmos utilizarem o espaço para o fomento de suas atividades”, destacou o gerente de Pesquisa da UNEB, Edísio Brandão, que representou o reitor Lourisvaldo Valentim na inauguração do laboratório, ocorrida em meados de setembro.

O laboratório pretende ainda formar mão-de-obra qualificada, visando alunos de pós-graduação e de iniciação científica, além de interagir com os setores público e privado.

A meta, segundo o coordenador institucional do projeto pela UNEB, Paulo Fernandes, é atender as demandas por dados geoquímicos e isotópicos, oriundas de mapeamentos geológicos, estudos de águas, atmosféricos e de impactos ambientais.

“Os estudos com isotópicos estão cada vez mais necessários nos diversos ramos da ciência. Esperamos que a partir de agora os alunos de mestrado e de iniciação científica de nossa universidade e de outras possam agregar esses conhecimentos aos seus trabalhos”, avaliou Fernandes, que também é professor de Geologia do Campus IV da UNEB, em Jacobina.

Já o coordenador geral do projeto e pró-reitor de Pesquisa da Ufba, Herbet Conceição, ressaltou o ineditismo desta ação. “Provemos à Bahia a primeira infra-estrutura laboratorial voltada a estudos de geoquímica isotópica e geocronologia”.

Segundo a docente da Uefs Marilda Miedema o laboratório foi pensado no sentido de prover uma carência de estudos geocronológicos e isotópicos. “Agora vamos poder processar amostras provenientes de estudos acadêmicos e de trabalhos de mapeamento geológico executados tanto pelo Serviço Geológico do Brasil, quanto pela Companhia Baiana de Pesquisa Mineral, além dos demais usuários interessados”, acrescentou.

O projeto conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além de diversos outros colaboradores.

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