domingo, 28 de outubro de 2007

PM que matou mecânico é preso

A ajuda de um desconhecido, que transitava pela Avenida ACM, na sexta à tarde, ajudou a polícia a elucidar um assassinato em pleno trânsito, e a prender o criminoso. O soldado PM Edson Ribeiro Sousa, 36 anos, do Batalhão de Guardas, que executou com tiro no pescoço o mecânico Luciano Batista da Silva, 35, entregou-se no fim da madrugada deste sábado, depois de ficar dez horas com a casa cercada por policiais civis, em Pernambués.

Ao ser autuado em flagrante na Delegacia de Homicídios (DH), Sousa confessou o crime e disse que o mecânico – que dirigia uma GM Marajó –, teria tentado tirar seu Gol da pista. “Fui vítima de alguém que usou o carro como uma arma. Tentou três vezes me jogar no meio-fio”. Sousa não disse à polícia o que fez com a arma e disse que se arrependeu “apenas por causa de minha mulher e filhos”.

Além dos transtornos no cerco, quando o PM trancou-se por toda a noite em casa – imóvel murado e com grades nas portas e janelas – com a mulher e dois filhos, enquanto telefonou a colegas de farda, pedindo ajuda, na autuação seus advogados, Cléber Andrade e Antônio Glórisman envolveram-se em um imbróglio com a delegada Inalda Cavalcante e os agentes Jorge Barbosa, José Ferreira e José Silvestre, na delegacia.

A delegada chegou a exigir que os advogados ficassem do lado de fora da DH, e afirmou que representaria contra os dois na Ordem dos Advogados do Brasil, seção Bahia (OAB-BA). “Tentaram retirar os documentos do detido, antes da autuação, empurraram meus policiais no local de trabalho e, deliberadamente, disseram ao preso que se calasse, para falar só em juízo. Isso é pôr empecilho ao trabalho policial”, protestou Inalda.

Andrade e Glorisman foram à Corregedoria da Polícia Civil e prestaram queixa ao delegado Alex Chehade. “Não tentaríamos agredir agentes armados e com os quais estamos todos os dias, trabalhando. Além de impedir o acesso do preso ao defensor, nos chamaram de palhaços” disse Andrade.

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