quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Falta de sangue leva Hemoba a fazer campanhas e recolher 250 bolsas por dia

Com meta de recolher 250 bolsas de sangue por dia, a Fundação de Hematologia e Hemoterapia da Bahia (Hemoba), só consegue captar 120, menos da metade do necessário para suprir a demanda dos hospitais públicos da capital e do interior. Para tentar melhorar o estoque, a entidade realiza, mais uma vez, uma campanha de doação. Nos dias 13 e 14 deste mês, a escola de idiomas Yesky, na Pituba, participa do projeto de coletas externas, que tem como objetivo mobilizar alunos e moradores do bairro.

"É uma parceria que visa sensibilizar as pessoas para o ato de doar sangue", explica Virginia Figueiredo, médica coordenadora de coleta do Hemoba.

Falta de sangue no banco de coleta da Hemoba é um problema crônico, diz a coordenadora, e depende de mobilização da população para ter solução. "A procura por sangue em Salvador é muito maior que a quantidade disponível em estoque", acrescenta.

Pela primeira vez na sede do hemocentro, uma dona-de-casa, que preferiu não se identificar, pretende voltar outras vezes para doar sangue. "Não é falta de interesse, é falta de tempo mesmo. Vim doar porque uma vizinha me pediu. Está com a prima hospitalizada precisando de sangue. Mas essa é uma prática que quero incorporar à minha", comentou.

O que precisa - Para ser doador é necessário ter peso mínimo de 50kg, estar em boas condições de saúde, ter entre 18 e 65 anos, estar bem alimentado e ter dormido, no mínimo, seis horas.

Não pode doar quem estiver gripado ou com febre, grávida ou amamentando ou tiver ingerido bebida alcoólica ou comidas gordurosas 12 horas antes da doação.

O ato de doar também é vetado a quem teve hepatite após os dez anos de idade, tiver múltiplos parceiros sexuais, usar drogas, for parceiro sexual de portador de HIV ou doente de Aids ou tiver sido contaminado por alguma doença sexualmente transmissível.

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