O TRE-PB (Tribunal Regional Eleitoral) da Paraíba suspendeu nesta quinta-feira o julgamento da ação contra o governador Cássio Cunha Lima (PSDB), acusado de usar o jornal estatal "A União" para fazer promoção pessoal ante e durante a campanha eleitoral de 2006.
O julgamento foi suspenso porque o juiz Nadir Leopoldo Valengo pediu vista do processo.
Segundo a denúncia do Ministério Público Eleitoral, Cunha Lima teria usado o jornal oficial do Estado para divulgar ações de seu governo. Em 2006, o tucano disputou a reeleição.
Na ação, o Ministério Público pede a cassação do mandato do governador, multa de R$ 100 mil e a inelegibilidade por três anos, a partir de 2006.
Cunha Lima está em Brasília e soube da suspensão do julgamento por um telefonema do secretário Estadual de Comunicação, Solon Benevides. Segundo a assessoria do governador, Cunha Lima não comentará o assunto, pois prefere não emitir "juízo de valor" sobre o processo, que ainda está em andamento.
O governador tucano está desde a última sexta-feira em Brasília para acompanhar as negociações envolvendo a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), além de verificar a tramitação de projetos de interesse do Estado.
Outra ação
Em julho, o TRE-PB cassou o mandato de Cunha Lima, mas o governador se manteve no cargo porque entrou com um recurso no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que ainda não foi julgado.
O governador é investigado por suposta compra de votos e abuso de poder econômico durante a campanha de 2006. O sigilo bancário de seus secretários já foi quebrado.
Cunha Lima foi acusado pelo Ministério Público Eleitoral de distribuir, em ano eleitoral e sem respaldo legal, cerca de 35 mil cheques por meio da FAC (Fundação de Ação Comunitária), vinculada à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Humano.
A cassação foi decidida por cinco votos contra um. O único juiz do TRE-PB que votou contra a cassação de Cunha Lima doou R$ 500 à campanha pela reeleição do tucano. O juiz eleitoral Renan de Vasconcelos Neves alegou que fez a doação quando ainda não era juiz.

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