Cerca de 25 mil indonésios decidiram desobedecer a ordem de retirada da região do vulcão Kelud, no centro da populosa ilha de Java, e permanecem em suas casas, ignorando o risco.
Há semanas, autoridades pedem que a população saia da área, mas muitos não seguiram a ordem. Alguns duvidam da previsão, dizendo acreditar que a erupção não ocorrerá.
"Eles estão sendo tolos", disse Sigit Raharjo, porta-voz do governo local. "Mas tudo o que podemos fazer é pedir para que deixem suas casas, não podemos forçá-los a fazê-lo", disse.
Kelud --um dos mais de cem vulcões ativos na Indonésia-- está em alerta máximo há 15 dias.
Cientistas que monitoram a atividade do vulcão afirmaram neste domingo que a temperatura dentro da cratera alcançou os 76 ºC -- um aumento de 25ºC nas últimas 24 horas, o que indica que uma erupção pode ser iminente. No sábado (3), uma intensificação da atividade levou cientistas a anunciarem erradamente que ele havia entrado em erupção.
O forte calor faz o vulcão expelir uma nuvem de fumaça de cerca de 500 metros de altura.
Apesar do alerta, os cientistas afirmam que a erupção pode ser pequena ou gradual, ou até mesmo não ocorrer, já que a atividade do vulcão é imprevisível.
A Indonésia, o maior arquipélago do mundo, é vulnerável a terremotos porque fica localizada na região do chamado Círculo de Fogo do Pacífico, área de ponto de encontro das placas tectônicas oceânicas, que é causa de uma forte atividade sísmica e vulcânica na região.
Em 1990, o Kelud matou mais de 30 pessoas e feriu centenas. Em 1919, uma poderosa explosão que foi ouvida a centenas de quilômetros matou ao menos 5.160 pessoas.

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