O governo pode modificar os termos da proposta apresentada nesta terça-feira ao PSDB em busca de acordo para aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) até 2011. Mas o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), não indicou que itens podem ser alterados.
Segundo Jucá, a posição do PSDB em votar contra a CPMF não atrapalha os planos do governo. "Não é o fim do mundo", afirmou o líder. "Vamos trabalhar para buscar um acordo e verificar como é possível buscar um caminho para a convergência", disse ele.
Ao contrário de outros líderes da base aliada do governo, Jucá evitou afirmar que é possível aprovar a PEC da CPMF sem apoio dos tucanos. De forma diplomática, ele disse que não é o momento de fazer esse tipo de análise. "Não é hora de contar votos. É o momento de negociações e de buscar a convergência", ressaltou.
Sem querer indicar os itens "passíveis" de mudanças, como chamou, Jucá afirmou que não se deve dizer que a proposta apresentada pelo governo é "fechada" e "sem possibilidade de alterações".
"Acredito, sim, que é possível fazer algum tipo de mudança. Não posso é dizer quais mudanças. É preciso conversar, analisar e rever os pontos", afirmou Jucá. "A vida continua. Quando um não quer, dois não brigam", disse ele, referindo-se à posição definida hoje pelo PSDB de rejeitar a prorrogação da CPMF na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado.

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