Uma volta ao globo em 2009 vai marcar a entrada no mercado do primeiro avião ecologicamente correto do mundo, fabricado pela empresa francesa Lisa Airplanes, situada em Savoie, no sudeste do país. A criação da aeronave, que será propulsionada pela energia de uma pilha de combustível de hidrogênio e alimentada por painéis fotovoltaicos instalados nas asas, foi a forma que dois engenheiros apaixonados pelo meio ambiente encontraram para cumprir a sua parte na preservação dos recursos naturais."Quisemos sensibilizar o grande público quanto à necessidade de agir em favor do meio ambiente, através da promoção de energias renováveis e da economia das energias convencionais, e incitar a indústria do transporte a se interessar mais por toda essa questão", explica Benoit Sennelart, um dos engenheiros responsáveis pelo projeto do Hy-Bird (Hy para hidrogênio e bird para pássaro), como o avião foi batizado.
A aeronave voará a 5 mil m de altitude e custará cerca de 4 milhões de euros (R$10,2 milhões) para ser produzida. O valor estimado para a futura comercialização ainda é mantido em sigilo pela empresa fabricante.
Na versão protótipo, o avião terá espaço para apenas uma pessoa, mas a equipe planeja dobrar o número de passageiros na versão comercial, a partir de 2012.
O Hy-Bird terá cerca de 20 m de comprimento e a fuselagem feita em fibra de carbono. Baterias de lítio ajudarão na decolagem e no pouso. As asas, que abrigarão os painéis absorventes da energia solar, terão largura de 1 metro.
A velocidade deve variar entre 150 km/h e 300 km/h - baixa, em comparação a um avião convencional. "Mas por outro lado o Hy-Bird não emitirá gases poluentes, uma vez que fontes de energia para movimentá-lo são solar e a base do hidrogênio."
"É o primeiro avião 100% limpo já produzido. E ele ainda vai fazer muito menos barulho, já que o motor elétrico que o ajuda a voar é muito mais silencioso que os motores térmicos", garante Sennelart.
Na volta ao mundo planejada para a inauguração do avião, haverá paradas a cada 3 mil km voados, num total de 15 escalas. Em cada uma delas, serão promovidas palestras sobre a preservação do meio ambiente e um piloto local será convidado a prosseguir a aventura até o próximo destino. A América do Sul não está no trajeto.
"Trata-se de um desafio tecnológico, sem dúvida, mas acima de tudo é um desafio humano. Nosso objetivo é de mostrar essa nova possibilidade de aproveitamento dos recursos ao maior número de pessoas e sobretudo ao maior número de culturas diferentes", diz o engenheiro.
O Instituto Nacional de Energia Solar da França e a Delegacia de Energia Atômica do país são parceiros do projeto, que começou a ser desenvolvido em 2006.

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