Policiais do Serviço de Investigação da Primeira Delegacia prenderam na manhã de ontem, Renato Pereira de Jesus, conhecido como "Doquinha", 18 anos. Ele é acusado de participar do assassinado do jovem Joderval Sacramento de Jesus, 20 anos, juntamente com o amigo Lucival de Estrela Santos, conhecido como "Pato Rouco". A polícia suspeita de uma briga de grupos rivais.
Joderval foi assassinado quando jogava futebol na quadra da Escola Edith Mendes da Gama e Breu, localizada nos Capuchinhos, no início da noite de quinta-feira. Segundo a polícia, Joderval estava com seu irmão Diego jogando futebol na quadra do escola quando Doquinha e Pato Rouco chegaram com arma em punho. Doquinha ficou fazendo a proteção na entrada da quadra para ninguém sair e nem entrar, enquanto Pato Rouco atirava nos irmãos Joderval e Diego.
Joderval foi alvejado com três tiros e Diego escapou ileso. Em seguida os acusados fugiram em uma moto de dados ignorados. Joderval ainda foi socorrido para o Hospital Geral Clériston Andrada, mas a caminho do hospital não resistiu e faleceu.
Renato de Jesus contou à reportagem que não tem envolvimento algum com o homicídio e que conhecia a vítima "de longe". "O que está acontecendo é uma disputa entre a invasão do Vietnã com o bairro Vietnã. Por isso estão falando que eu estava envolvido, porque moro no Vietnã e Joderval na invasão, mas eu não cometi crime nenhum", argumenta.
Diego Pereira, irmão da vítima, afirmou à reportagem que quem matou Joderval foram Doquinha e Pato Rouco. "Estava eu meu irmão e colegas brincando de bola na quadra, quando chegaram os dois. Doquinha ficou com arma em punho no portão da quadra para ninguém entrar ou sair e enquanto Pato Rouco invadiu a quadra atirando em meu irmão", conta Diego.
Ainda segundo Diego, "quando Pato Rouco começou a atirar no meu irmão. Eu entrei na frente e ele atirou em mim também. Corri segurando meu irmão pelo braço e Pato Rouco continuou atirando em nossa direção. Depois fugiram na moto. Quando paramos de correr meu irmão disse assim: 'Diego, te baleou? Porque estou ficando zonzo'. Aí ele caiu e não acordou mais", relata.
LIBERADA
Um funcionário da Escola Edith Gama que não quis ser identificado contou que a quadra de esportes da escola é liberada para os moradores do bairro. O funcionário contou que no momento em que os assassinos chegaram à escola a quadra já estava liberada para a comunidade e sem porteiro.

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