Joselito Ferreira Lima Filho, dono da rinha fechada sábado, 17, pela polícia civil em Itapetinga (a 590 km de Salvador), foi multado em R$ 37 mil pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). O Ibama chegou a esse valor estipulando R$ 500 para cada uma das 74 aves apreendidas no local. Além da multa, Joselito vai responder um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), juntamente com outras 89 pessoas flagradas na rinha.
Batizada de “Operação Esporão”, a investida policial foi possível graças a denúncias anônimas à Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin). As aves foram abatidas para alimentar felinos e répteis em quarentena no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Vitória da Conquista.
Os detidos, entre pecuaristas, engenheiros e empresários de Itapetinga, Eunápolis, São Paulo e Brasília, foram indiciadas pelo coordenador regional de Polícia Civil, delegado Marcus Vinícius de Morais Oliveira, por crime ambiental e maus tratos a animais. Por meio do TCO eles foram enquadrados no artigo 32, parágrafo II da Lei 9.605/98.
O artigo diz que praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos tem pena de detenção, de três meses a um ano, e multa.
OUTRAS APREENSÕES - Também foram apreendidos no local diversos instrumentos para pequena intervenções cirúrgicas nas aves, balanças para pesagem dos galos, quadros e cadernos para anotação de apostas, medicamentos, anabolizantes e uma pequena quantidade de crack.
Os delegados responsáveis pela apreensão dos animais e condução das pessoas fizeram contato com o Ibama e enviaram as aves apreendidas, para o Cetas. “Realmente a estrutura montada para a prática ilícita nos surpreendeu”, relatou o delegado.
“É crueldade o que os proprietários dessas aves fazem, colocando-as para brigar até a morte”, emendou. A rinha de galo é uma modalidade de jogo de apostas proibida no País.
Os participantes chegam a apostar quantias que variam de R$ 500 a R$ 10 mil, cada vez que seus galos entram na arena. A competição pode durar de três dias a uma semana e os prêmios principais são valiosos, incluindo dinheiro, casas e veículos novos.
O trabalho da polícia continua, desta vez focado na identificação de rinhas de canários e cães, muito comuns em Itapetinga, Vitória da Conquista e Itororó.

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