Um dia após a Tribuna da Bahia ter divulgado o surgimento de mais uma invasão por moradores de rua, desta vez em Jardim Armação, por trás do Bompreço, espaço nobre da orla de Salvador, aumentou consideravelmente o número de famílias no local. Enquanto isso, o processo de revitalização da orla fica comprometido. Os barracos já são mais de nove fixo e o número bem maior está sendo construído, aproveitando restos de madeira, palha e outros materiais, como papelão. Os moradores dos prédios vizinhos e comerciantes do local estão apavorados com o surgimento de mais uma invasão na cidade, que acaba pondo em risco a segurança dos cidadãos. Leonel Moura, morador do local, afirma que a comunidade circunvizinha à invasão está com medo de que um novo Clube Português surja na área, com traficantes, venda de drogas e utilização da orla para práticas sexuais, desvalorizando os terrenos e imóveis.
Os invasores afirmaram ter recebido ontem a visita de um funcionário da Prefeitura, determinando que a outra parte do terreno não fosse apropriada, uma vez que, será construída uma praça. “Chegou um carro da prefeitura na sexta-feira (dia 16) e outro hoje (ontem), o fiscal disse que a gente poderia dividir só uma parte do terreno em lotes para as famílias e não ocupar a outro lado”, explicou Edson Luis Cruz, 41.
O gerente de fiscalização urbanística e segurança da Sucom, Antônio César Brito, não confirmou a presença do fiscal, mas ressaltou que esta é uma área remanescente de um loteamento, ficando destinada a instalação de equipamento público. “Estamos desenvolvendo fiscalização no terreno há algum tempo, notificando as famílias de modo a não permitir que elas permaneçam nessas condições e, inclusive, os fiscais foram recomendados a remover as cercas de marcação e barracos. A última vistoria foi realizada em 19 de outubro”.
Questionando sobre a razão da permanência das famílias no local, o gerente de fiscalização da Sucom não soube informar. “Após a notificação encaminhamos um relatório para a Secretaria Municipal de Habitação e de Desenvolvimento Social para que tomem as medidas cabíveis”. A Sehab se recusou a comentar o assunto. De acordo com a secretária Angela Maria Gordilho de Souza, que se manifestou através de uma funcionária do órgão, a Sehab não tem competência para apurar e resolver esse tipo de problema – ficando a verificação e resolução da situação a cargo da Sucom. Já a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), assegurou que o terreno não é do estado, portanto, não está sob a responsabilidade do órgão.

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