Começou às 9h35 desta segunda-feira, em Brasília, o júri da empregada doméstica Adriana de Jesus e do caseiro Bernardino do Espírito Santo Filho, acusados de matar a universitária Maria Cláudia Del'Isola, 19, em 2004. Adriana e Santo Filho eram namorados na época do crime. Não há previsão de término.
No mês passado, a empregada foi condenada a 58 anos de prisão em regime fechado pelo crime --no Brasil, o condenado fica, no máximo, 30 anos na prisão. Como a pena foi superior a 20 anos, ela tinha direito de pedir um segundo júri, o que acontece hoje. Já Santo Filho está sendo julgado pela primeira vez.
No começo da audiência desta segunda, a defesa da empregada pediu o desmembramento do júri, já que ela está no segundo e ele no primeiro, mas o juiz não aceitou.
Crime
Del'Isola foi assassinada no dia 9 de dezembro de 2004, na casa da família, no Lago Sul, área nobre de Brasília. A polícia trabalhava com a hipótese de seqüestro até o corpo ser encontrado, três dias depois, enterrado no quintal da casa.
No mesmo dia, a empregada doméstica foi presa. Ela confessou o crime e apontou o caseiro, que fugiu para a Bahia e foi detido dias depois, em um bar. Em depoimento à polícia, o casal disse que o crime foi motivado pelo dinheiro e porque a empregada sentia raiva e ciúmes da estudante. O caseiro dizia que sentia vontade de manter relações sexuais com a estudante.
Conforme a polícia, a universitária foi rendida e obrigada a fornecer a senha de um cofre existente em seu quarto. Em seguida, ela foi estuprada e morta com golpes na cabeça.

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