O governo estadual, por meio da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), assinou na sexta-feira (7) contrato para pesquisa e exploração de minério de ferro na Bahia. A Siderúrgica de Pernambuco Ltda. (Cosiper) assegurou o direito de celebrar o contrato por ser vencedora da concorrência pública das áreas das concessões minerais onde se situam as jazidas de minério de ferro. O termo foi assinado pelo presidente da CBPM, Paulo Fontana, e o representante da Cosiper, José Maria Lima de Carvalho.
A Cosiper venceu a concorrência pública em janeiro deste ano. O contrato entre a CBPM, empresa da Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração, e o grupo pernambucano engloba uma área de 3.702,47 hectares no município de Sento Sé, a 500 quilômetros de Salvador. A empresa iniciará imediatamente, sob sua responsabilidade técnico-gerencial e financeira, os trabalhos complementares de pesquisa para o dimensionamento e a avaliação técnico-econômica das reservas de minério de ferro das jazidas.
“A mineração é uma atividade que gera muitos empregos. Aliado a isso, a maioria das áreas a serem exploradas fica em regiões com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), especialmente o semi-árido. É um setor que interioriza o crescimento econômico”, afirmou o secretário da Indústria, Comércio e Mineração, Rafael Amoedo.
Confirmada a viabilidade econômica, será implantado um empreendimento minero-industrial para lavra, beneficiamento, industrialização e comercialização dos minérios de ferro extraídos das jazidas dimensionadas nas áreas licitadas.
Apenas a fase inicial de pesquisa representa investimentos de R$ 2 milhões. Na segunda etapa, quando se implantará uma usina de ferro-gusa na região, os investimentos serão de R$ 13 milhões. Nesta etapa, a produção estimada é de 144 mil toneladas/ano de ferro-gusa, com consumo de 252 mil toneladas de minério de ferro.
O empreendimento renderá uma receita bruta de R$ 126,4 milhões/ano, com geração de 210 empregos diretos e mais de 1.500 indiretos, com início de produção previsto para 2008, por causa da demanda imediata da empresa pelo minério. A extração começará com 72 mil a 75 mil toneladas/ano, crescendo de forma gradativa, até atingir 252 mil toneladas/ano.
Segundo o representante da Cosiper, a mina garantirá a manutenção de três fornos por, no mínimo, 20 anos. Entre os clientes consumidores de insumos da Cosiper, estão empresas como a Gerdau.
Pelo direito de explorar as jazidas, a Cosiper pagará à CBPM royalty no valor equivalente R$ 3,37 por tonelada de minério ferro extraída das jazidas bloqueadas, que resultará numa receita de R$ 849,24 mil/ano para a CBPM, quando o empreendimento estiver em sua plena capacidade.
Pagamento de prêmio
O contrato prevê ainda o pagamento de prêmio de oportunidade pela disponibilização das áreas, com valor total atualizado em R$ 184.381,40 dividido em três parcelas, a primeira delas, de R$ 57.948,44, foi paga no último dia 4. As reservas geológicas descobertas pela CBPM são estimadas em 15,3 milhões de toneladas de minério de ferro maciço do tipo goethítico-hematítico com teor médio de 61% de ferro.
Para Fontana, o sucesso da licitação que resultou na escolha da Cosiper atesta a excelência do trabalho de pesquisa realizado pela CBPM. Para ele, empresas como a de Pernambuco se interessam pelas oportunidades minerais geradas pela CBPM, porque confiam na qualidade e na credibilidade das informações técnicas geradas pela estatal, que servem como base sólida e fator importante no planejamento e decisão de investimentos por parte da iniciativa privada.
“A vinda da Cosiper para a Bahia contribui para o aumento do valor da produção mineral do estado, diversificando a sua base econômica e ajudando no desenvolvimento social, ao gerar emprego e renda para a região”, afirmou o presidente da CBPM.

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