segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Rafael Sperafico, morto em acidente em Interlagos, é enterrado no Paraná

O piloto Rafael Sperafico, morto em um violento acidente no autódromo de Interlagos, no domingo, na etapa final da Stock Car Light, foi enterrado no fim da tarde desta segunda-feira em Toledo, sua cidade-natal, no Paraná.

A missa de corpo presente foi celebrada das 16h às 17h30, na Catedral Cristo Rei, que estava lotada.

Um grupo de amigos conduziu uma faixa até o caixão e cada um colocou uma flor ao lado do corpo. Milton Sperafico, tio de Rafael, discursou em nome da família.

O corpo de Sperafico foi levado no caminhão do Corpo de Bombeiros em cortejo de 2 km da catedral até o cemitério municipal.

Acidente
Rafael saiu da pista na curva do Café e bateu na proteção de pneus ao redor do traçado paulistano. O impacto jogou o carro de volta à pista. O veículo de Rafael, rodando, sem controle, foi atingido pelo carro de Renato Russo. Com o choque, se despedaçou.

O acidente que matou o piloto, estreante na categoria, ocorreu na última prova da temporada, que nem foi concluída por conta da tragédia.

Rafael teve parada cardiorrespiratória e traumatismo craniano severo, segundo o médico Dino Altmann, que o atendeu na pista logo após a batida. A morte foi instantânea.

Russo foi levado ao hospital São Luiz, no Morumbi, com traumas craniano-encefálico e torácico. Ele teve perda temporária de memória. Segundo Altmann, não corre risco de morte. Ele foi submetido a cirurgia para estancar hemorragia no abdômen.

Carreira
Rafael guiava nesta temporada o carro 00 da equipe FTS Competições. Ele era o nono colocado da temporada. Seu melhor resultado foi o segundo lugar em Curitiba, em maio.

Em 2001, ele foi o estreante do ano da Barber Dodger, categoria norte-americana que existiu até 2003. Em 2002, disputou a F-3 Européia.

Segurança
A segurança voltou a ser tema em Interlagos após a morte de Rafael. Pilotos defendem que os carros sejam reforçados. "Os carros da Stock têm uma falha de segurança na lateral. É um carro muito frágil. A gente vem falando há algum tempo e chegou ao limite", falou Antonio Jorge Neto, da Stock Car, ao site "Amigos da Velocidade".

"Da forma que foi, nenhum carro conseguiria suportar o impacto", afirmou Neto.

Os carros da Stock Car Light são revestidos de fibra de vidro. Os capôs são compostos de plástico reforçado, explica o regulamento técnico da categoria, estabelecido pela CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo). As portas são feitas de resina poliéster, de acordo com as regras.

Há uma estrutura anticapotagem, que visa a proteger o piloto em caso de acidente. É o santo-antônio, uma barra de aço colocada perto do piloto.

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